Histórico

Desde a fusão entre a Bovespa e a BM&F em 2008, a nova bolsa administra quatro câmaras de compensação, constituídas em momentos diferentes.

  • Câmara de Ações e Renda Fixa Privada. Antiga Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), a Câmara de Ações e Renda Fixa Privada foi criada pela Bovespa em 31/12/1997 como uma Sociedade Anônima por meio de uma cisão patrimonial da Bovespa. Antes da CBLC, a liquidação das operações com ações era feita por meio de uma unidade de negócio da Bovespa. Além de atuar como contraparte central de negócios realizados nos mercados à vista, de derivativos de ações e operações com títulos de renda fixa privada e gerenciar o serviço de empréstimo de títulos BTC (Banco de Títulos CBLC), a CBLC também administrava a central depositária de ativos, responsável pela guarda centralizada das ações e demais títulos sob a sua custódia.
  • Câmara de Derivativos. A Câmara de Derivativos foi criada juntamente com a BM&F em 31/01/1986, sendo que, originalmente, funcionava sob a forma e a denominação de Superintendência de Liquidação e Custódia (SLC). A partir da entrada em funcionamento do novo Sistema de Pagamentos Brasileiro em 22/04/2002, a SLC foi oficialmente constituída sob a forma de câmara integrante do sistema de pagamentos e passou a atuar sob esta designação.
  • Câmara de Câmbio. Lançada simultaneamente ao novo Sistema de Pagamentos Brasileiro em 22/4/2002, a Câmara de Câmbio foi constituída pela BM&F para realizar a liquidação e atuar como contraparte central das operações interbancárias de câmbio pronto, com liquidação nas datas D+0, D+1 e D+2.
  • Câmara de Ativos. Última ser criada pela BM&F, a Câmara de Ativos começou a operar em 14/05/2004 para realizar a liquidação e atuar como contraparte central das operações definitivas e compromissadas com títulos públicos federais.

Em razão desse histórico, após a fusão entre Bovespa e BM&F, a nova Bolsa passou a gerenciar uma estrutura de pós-negociação complexa:

  • 4 regulamentos e 4 manuais de procedimentos operacionais de câmara.
  • 4 distintas estruturas de participantes (corretoras, agentes de compensação, membros de compensação, participantes com liquidação direta etc.), com exigências e critérios de elegibilidades diferentes.
  • 4 processos para a realização de repasses, alocação de negócios e para o controle de posições em aberto.
  • 4 sistemas de administração de risco que não consideram todos os efeitos de diversificação existentes entre os diversos produtos e os ativos depositados em garantia.
  • 4 pools de garantia que não se comunicam, impedindo, muitas vezes, o pleno aproveitamento das garantias depositadas por um mesmo participante.
  • 4 janelas de liquidação e 4 saldos multilaterais que não são compensados entre si.
  • 4 ambientes/arquiteturas de TI distintos que demandam constantes esforços de manutenção e que impactam os prazos de lançamento de novos produtos e de novas funcionalidades, assim como os prazos para atendimento de demandas regulatórias.